sábado, 8 de outubro de 2011

O preço da Falsidade

Hoje me peguei a pensar, oque não tem sido difícil nesses dias.Como sabermos em quem confiar, e porque confiar. As tramas da Falsidade são armadas com tal perfeição pelo perito que hoje sinto asco. Ontem perambulando pelos arredores da grande São Paulo me vi com um amigo discutindo sobre isso. Até aonde o ser humano é capaz de ir. E nos vimos embrenhados em uma trama para lá de estranha e assustadora. Não conseguimos em momento nenhum entender a cabeça do ser humano. Procuramos razões para a existência da mentira, da falta de caráter e do seu desvio. Tentamos culpar a ausência dos pais, como causa, mas aí como pessoas de boas famílias possuem esse desvio. Não somos nem pretendemos ser filósofos, esclarecedores de teorias, simplesmente dois amigos tentando achar explicações para tantas mentiras, falcatruas, acusações. O caminho foi longo a conversa foi boa, e as únicas coisas que conseguíamos repetir era... isso é monstruoso. Até aonde a solidão pode gerar uma pessoa fria e calculista. Em algum momento da história alguém com sabias palavras deve ter explicado isso. Não quero fazer parte da história com sábias palavras. Arrumei aqui um jeito de desabafar. Queríamos tentar entender tudo o que ocorre com a gente no momento. Como nos deixamos manipular assim tão facilmente. Como acreditar em olhos brilhando, carinhos, companherismo. É complicado. E nas curvas dos arredores de São Paulo não conseguíamos chegar a conclusão nenhuma. Pausa na conversa, som, ótima música, diversão. Na volta conseguímos ter um único ponte em comum sobre tudo que havíamos conversado... Essa pessoa era triste. E concluímos que esse é o preço que se paga por ser falso, infiel aos amigos e a suas crenças. Ser infeliz. Viver mudando de grupos de amigos. Não tem um somente um a quem ligar numa noite fria, onde você sente falta do mundo todo. É não ter um amor, não para o simples e puro sexo, isso hoje está tão banalizado e não quero parecer hipócrita já gostei de sexo casual, sexo sem telefonemas no dia seguinte, sem obrigações. Falávamos de ter um amor, que seja amigo, companheiro, que naquela noite te seguraria a mão, não te perguntaria nada, somente te escutaria se assim fosse o seu desejo. Somente deitaria em teu peito e te entenderia pela sua respiração e pela batida do seu coração. E esse meu amigo que hoje virou irmão me contou uma passagem onde de cafajeste virou a pessoa mas romântica e apaixonada pela sua namorada que já conheci. Onde uma noite onde ele queria somente isso carinho e aproximação e não havia ninguém. Chegamos a conclusão então já mas acalorada, regada pelo álcool que esse nosso amigo em comum poderia ter quantas mulheres quisesse por esse momento, pois a pessoa é altamente capaz de conduzir essa valsa de traição. Mas nos pensávamos e no futuro... Como ele estaria? Certamente sozinho. Ninguém que magoa tantas pessoas assim durante a vida passa desapercebido aos olhos do destino. Só sei que a única conclusão que tirei é que aquele velho ditado dos avós, e tios-avós diziam :A VINGANÇA VEM A CAVALO , é plenamente verdadeiro e geralmente não vem a trote e sim a galope. 

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