quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma homenagem ao centro de Sp



Descobri ser impossível viver sem esse local, esse pequeno bairro, que já foi reduto da boemia da malandragem me encanta de uma tal forma que não sei explicar.É la que moram meus amores amigos, onde morou meu último grande amor, e onde arrumei meu primeiro emprego em Sp. O que me leva a ter um fascínio por um lugar como aquele, ruas movimentas, loucura 24 horas, pessoas de todas as tribos. É isso as tribos, se vê de tudo no centro de Sp. Consigo transitar em um único dia por várias tribos, e não preciso ir longe, basta ir ao Extra ou Econ 24 horas. Consigo sair ás 3 da manha para comprar sorvete, ou comer algo. O Centro me fascina, me aninha, me acolhe. Adoro estar na Galeria do Rock e meia hora depois na Benedito Calixto. Adoro as feirinhas nas ruas aos domingos, Passear no minhocão. O buteco do Geraldinho, onde se encontra boa cerveja e Conhaque falsificado. A Padaria 24 horas, onde finalizamos qualquer noitada. Adoro a São João com a Ipiranga, lembrar Caetano e lembrar como a terra da Garoa é linda. Amo os hippies nas ruas vendendo seus apetrechos e contando mil histórias que já viveram por São Paulo. Me divirto com o 1 Real, o sem teto famoso da Santa Cecília, que nos vende de tapueres usados a fones de ouvidos.... também usados.. tudo por 1 real... "para pinga camaradagem"e com isso você já não consegue dizer não. Adoro ir a Bela Vista, Augusta.. Ou meu paizinho como São Paulo me encanta. Sinto falta do Ecléticos.. onde em um final de noite fazia vários amigos.. muitos deles nunca mais vi, mas naquela noite, naquele bar eram meu melhores amigos. São Paulo é assim, tribos se misturando, pessoas se abraçando. E todos voltando no fim de noite para as masmorras de tijolos.. Para um outro dia, sair, sair e encarar todas as tribos novamente! 

terça-feira, 24 de abril de 2012

E o Vento Levou.....

Ontem recorri a uma coisa que amo. Ver filmes Clássicos. Me aninhei na sala com meu room mate, o namorado, e após um jantar típico de república, arroz, feijão e bife nos deleitamos com E o Vento Levou.... claro não posso negar que com Clark Gable né. Impossível. Nos deparamos com cenários incríveis para a Década de 30. Uma fotografia linda. Com Scarlett sendo a primeira dama sem pinto que reconheci.... é meus amigos ontem realmente pude notar isso. Desafiava os homens da época, com ironia, batia no peito e gritava que homem nenhum a dominaria, que faria oque quisesse e quando quisesse. Me remete muito as mulheres independentes dos dias de hoje. Que querem igualdade, porém no fim, como no filme somos tão carentes quanto Scarlett, e somente queremos achar nosso homem ideal, que seja  como Rhett, nos desafiando e desafiando o mundo.. na real esse tipo de homem é oque nos encanta, é por ele que nos apaixonamos loucamente e na verdade sabemos que eles iram nos deixar de uma forma ou de outra, um dia ou outro... ou nos enganamos fingindo amar os Ahsley's da vida, românticos incorrigíveis, sensatos, bons maridos, ótimos pais. ahhhhhhhhhhhh não queremos esses.... fingimos que queremos. A tradição nos mandar procurar sempre o melhor patriarca... e realmente amigas Rhett nunca seria um. Querendo ou não vi ontem que de 39 para os dias de hoje nada mudou. Continuamos guerreiras, batalhadoras, desafiando a tudo e a todos... porém sempre ficaremos caladas, sem chão, hipnotizadas diante de todos os Rhett's que existem nesse mundão de meu Deus. E no final seremos sempre uma Scarlett gritando em meio ao nevoeiro....pelo cafajeste perfeito!!!!!UM BRINDE A HIPOCRISIA FEMININA . 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Saudades, "Xodades", Saudadinha....

Foto de Cartier Bresson.
São várias as definições para esse sentimento, esse sentimento que aperta o peito, que nos sufoca, que nos judia. sentimos saudades de tudo, da infância que tivemos, dos amigos quando crianças. esse tempo que fica remoto na memória, nos trás uma nostalgia boa, que agrada, fomos felizes sim. pelo menos eu fui. Saudades da ruinha, da boca de garrafão, do pega-pega.Crescemos, não amadurecemos, pois sentimos saudades o tempo todo. Tem uns dias que ela dói, queremos voltar ao tempo onde não tínhamos preocupação, eramos felizes. Depois sentimos saudades de alguém especifico, e achamos que nunca vamos nos levantar, só que essa saudades que sentimos, mal sabíamos que sentiríamos várias vezes ainda, por pessoas diferentes. Saudades do Pai, da Mãe.  por mais que queremos não da para viver sem esse sentimento, que afoga, afaga, corrói, hidrata. sem ele não teríamos estórias, páginas de uma vida construída em cima de emoções. Hoje em dia sinto saudades de tudo, de todos. Tenho saudades do tempo da coragem, miragem!. Saudades belas, saudades da minha audácia. não vivo sem saudades. Ela me enche o peito, me acarinha. Me faz parar e olhar longe, horizonte, e perceber que sem saudade não exite vontade. A saudade nos move, nos faz querer sempre mais. Seres humanos são movidos a sentimentos, e a saudade é o mais belo deles, me desculpem quem descorde. O belo, que muta a vida, por ela fazemos loucuras, frescuras. Nos arriscamos, ousamos. Não queremos senti-la, mas como é boa, no peito. Uma brisa, linda, fresca, pura. Ingenuidade na pele. Como é bom sentar na varanda e sentir a saudade, fechar os olhos e nos pormos em tempos passados, nos pegar sorrindo do nada, parada. E perceber que por mais que tenhamos saudades, somos felizes!!!!!!