sábado, 26 de maio de 2012
Janela
A vida vista pela janela do metrô me parece injusta. Rápida, itinerante. Perante obstáculos colocamos tudo naquela rápida passagem de janela. Sonhos, expectativas, vontades. Queremos que o nosso mundo mude tão rapidamente como as paisagens. Ansiamos mudanças, andanças, quero mais e mais. Mas não notamos que se não mudarmos o rumo, a direção as paisagens serão sempre as mesmas. Mesmas árvores, mesmos prédios. Mesmo, Mesma. Perdida em divagações e em contradições. Mudar ou não mudar, certo ou errado. Tentar ou não tentar. quando devemos desvencilhar, descarrilhar o trem, tentar. Nos apegamos ao certo... que nem sempre é certo. Quando saberemos a hora de desistir. De não tentar. abdicar. Me apego. Me pego olhando a janela. Nada mudou... escuridão, Dor. Sentimento sufocado. Me pego olhando de novo.... passa um, passa dois, passa três... será a hora de mudar a direção???..
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