Em tempos de em camas cheias e corações vazios... continuamos a tentar . Me pego pensando até quando seremos preenchidos por relações superficiais. Vivemos de compatibilidades , incompatíveis de app . Dedicamos grande tempo do nosso dia a conhecer pessoas que provavelmente nunca teriam nos chamado a atenção em uma outra situação.
Nos apaixonamos pelo comprometimento diário de uma conversa de whatsApp , porém nunca teremos tempo de nos apaixonar realmente pela pessoa. Pois cansamos, a pessoa cansa. Ninguém esta disposto mais a conhecer a carga emocional que o outro trás . É mais fácil deslizar o dedo, um novo encontro, um novo recomeço... sem nos importarmos com a responsabilidade afetiva .
Mulheres se moldam para agradar os homens, esses mesmos se transformam para agradar as mulheres. O tão famoso sexo fácil.
E no meio de tudo isso, deste mundo louco em que nos encontramos onde foi parar o sentimento, o carinho, a vontade de estar junto. É isso já não existe mais.
O ser humano se convenceu que pode viver sozinho, que não precisa de amor, de paixão de carinho. Para mim nada mais que uma negação de tudo que o mesmo procura. Claro não duvido que pessoas não possam ser felizes sozinhas. Somos felizes por sermos únicos. Mas me recuso a acreditar que dentro de tantos peitos que gritam que estão bem sozinhos , que não querem uma CIA, no final da noite por mais que olhe para o lado e vejam um corpo nu.... no fundo não desejam mesmo olhar para o lado e perceber que encontraram alguém para crescer junto. Um ombro amigo nas noites mais tristes, alguém para conversar sobre os desafios do dia. E perceber que aquela pessoa realmente se importa em como foi seu dia.
Me questiono a cada encontro falido, onde foi que errei. Triste não!
Mas a resposta as vezes é simples: Não precisa-se mais resolver uma briga, um desentendimento , ou qualquer questão com o parceiro.... mas simples, e menos desgastante é trocar de parceiro.
Mas seguindo o lema de nossa querida Dolly : Continue a nadar. Como meus amigos dizem: chegou a Inocente .....
Por mais que os dedos deslizem freneticamente em um mundo onde relacionamentos se fazem e se desfazem em um deslizar de dedos, prometo a mim mesma continuar tendo responsabilidade afetiva.
Prometo continuar me entregar as oportunidades que o destino me da de conhecer não a tampa da panela, não a minha metade, pois em tempos percebi que ninguém completa ninguém. Mas a alguém disposto a me conhecer. A alguém que não tenha medo de cargas emocionais.
Prometo continuar sendo eu mesma, sem maquiagem , sem mentiras, sem enfeites. Mostrando meus defeitos e qualidades. E se alguém tiver coragem de conhecer toda a minha carga emocional, e não tiver medo dos defeitos que tenho..... a única coisa que prometo é conhecer também a carga emocional dele e superar com carinho os defeitos. E não simplesmente deslizar o dedo com medo de dar uma chance ao amor. Sim ainda acredito que essa palavra seja real e exista :)
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